PERDOAR É LEMBRAR SEM SENTIR DOR

E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida (Mt 18.27).

C. S. Lewis disse, com razão, que é mais fácil falar sobre perdão do que perdoar. O perdão é uma necessidade imperativa para termos saúde emocional.
Não somos pessoas perfeitas, não viemos de uma família perfeita e não temos cônjuges perfeitos. Logo, temos queixas uns dos outros. Decepcionamos as pessoas, e as pessoas nos decepcionam.
Por isso, o perdão é vital para termos relacionamentos saudáveis na família, na igreja e no trabalho. Quem não perdoa não pode orar, ofertar ou ser perdoado. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente.
Quem não perdoa é entregue aos verdugos da consciência, aos flageladores da alma. Quem não perdoa é escravo da mágoa. Quem não perdoa não tem paz. O perdão é uma questão de bom senso. Guardar mágoa é como beber um copo de veneno pensando que o outro é quem vai morrer.
A mágoa é uma espécie de autofagia. Nutrir amargura no coração é conviver o tempo todo com a pessoa com quem menos gostaríamos de nos relacionar. Quem guarda mágoa torna-se prisioneiro da pessoa desafeta. O perdão não é fácil, mas é necessário.
O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente, a alforria do coração. O perdão cura, liberta e transforma. O perdão é maior do que o ódio. O perdão triunfa sobre a sede de vingança. Perdoar é zerar a conta, é não cobrar mais a dívida. Perdoar é lembrar sem sentir dor.
(Gotas de Alegria para a Alma)
BOM DIA!
Por Elenildo Gomes
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